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Abri meus olhos, olhei em volta, lá estava eu em meu quarto. Com uma pequena brecha de luz via que o dia já havia começado, e eu com a minha inércia, ainda estava sobre minha cama, certamente esperando o que não sei.
Levantei rapidamente, pois, tinha me esquecido de um encontro que há tempos havia marcado, mas, por falta de tempo, jamais me disponibilizei.
Escovei meus dentes, tomei banho, me apronte. Ao me olhar no espelho, observei que já havia me tornado uma mulher, e notei algo diferente. Não era apenas eu quem estava ali, notei que existia algo de estranho comigo. Um sentimento atípico, que me confundia e me amedrontava.
E ali fiquei, estática, imóvel, novamente inércia. Me olhava e me via, me olhava e não me via. Me via mas não me reconhecia. E no meu desconhecer, descobri que estava apaixonada pela figura que eu observava.
Dia Internacional da Mulher!!!
Me sinto muito mais mulher sabendo que tenho o meu próprio dia.
Aliás, sou lembrada apenas neste dia mesmo. Vejo que os tempos mudaram, há mais ou menos 150 anos, mulheres trabalhavam em fábricas, cuidavam de suas casas, maridos e filhos, e até protestavam em praça pública, mobilizavam-se para exigir melhores salários, etc.
Graças a fatos surreais como esses, nós mulheres do século XXI, somos frutos da mais perfeita obra de revolução da historia, a revolução do sexo.
Hoje, temos que trabalhar, em fábricas, ou em qualquer outro emprego, cuidamos dos filhos, do marido, de nossas casas, e não reclamamos e nem nos mobilizamos publicamente sobre nossa situação, que, diga-se de passagem, não é muito diferente do início do século passado.
Afinal de que revolução ou melhoria de condições estamos falando?
Nós a camada menos favorecida da sociedade cuiabana, pedimos a você Walti Rabellu que não deixe de fazer esse espetacular e grandioso programa. O que será de nossa horas de almoço sem as comoventes lágrimas de piedade que caem sobre a tua face sofrida, que reflete em todos nós a esperança de um mundo melhor.
Hoje quando mostrastes o teu descontentamento sobre as ações executadas pela justiça, e ameaçastes deixar o programa, juro que me bateu uma alegria, quero dizer angústia, por saber que corro risco de não mais te ver representando na arte de apresentar.
Logo, quero ressaltar que não acho justo o que a justiça fizeste contigo, pois, de acordo com o documento que lera no dia 04/03/2008 em teu programa, imagina-se que Vossa Excelência usa do programa “Olho Vivo na Cidade”, para se auto promover, visando objetivamente as eleições municipais.
O documento constava a proibição desse tipo de conduta (utilização de veículos de comunicação para fins eleitoreiros) para os “pré-candidatos”, e sabendo que na Constituição não existe a posição de pré-candidato, a falha da justiça foi feita de pano de fundo para subsidiar suas ações “filantrópicas”.
O apresentador ressaltou ainda, que nunca disse que é pré-candidato à prefeitura dessa cidade, porém, se não me falha a memória, e ela quase não falha, ano passado, foi em um outro programa de outra emissora, V. Exª disse com todas as palavras que estaria na briga pela candidatura a prefeito.
Agora só nos resta saber, se ainda veremos a filantropia em favor dos menos favorecidos, ou os favorecidos cada vez mais se favorecendo na prática da filantropia!
Este texto, que não pode ser chamado de artigo, foi baseado na comovente historia de um frágil apresentador, que só quer praticar o bem sem olha a quem. Visando apenas um garguinho político, para doação de seu salário aos irmãos pobres.
Verão, um dia quente, típico da estação. Dois meninos brincavam no quintal de casa. Cena alegre de se ver, que se repetia todos os dias durante as férias.
Os anos foram passando, os meninos crescendo, assim como a amizade entre eles. Até que um dia, um confidenciou para o outro que estava gostando de alguém. Logo em seguida, o que ouvia virou o rosto e respirou dizendo:
- Que bom, fico feliz por você. E quem é a sortuda que tomastes o teu coração?
- Bom, não é ninguém que não conheça. E garanto que é muito especial.
- Então me diga quem é!
- Não, é melhor não, pois, ainda não sei se esta pessoa está preparada para saber que a amo.
- Tudo bem, quando quiser, sabe que estarei aqui.
- Sim, um dia quem sabe, eu tomo coragem e te conto. Disse baixinho, quase sussurrando.
Assim prosseguiram suas vidas. Cada um da forma que achara melhor e mais viável. Sempre esperando o dia que nunca chegou, mas o destino sabe que naquele dia, houve muito mais revelações do que declarações.
Cadê todo mundo?
Onde foram parar aqueles que acreditava na mudança?
E os que afirmavam o fim dos tempos?
Cadê aqueles que ofereciam ajuda, quando mais precisávamos?
Onde está aquela mão que se estendia pra nos levantar?
Onde foi parar a fé?
Por onde anda a esperança, a tolerância e a dignidade?
Quem seqüestrou os meus desejos, os meus sonhos e os meus objetivos?
Por onde passeia aquele ser que eu enxergava quando por ventura me olhava no espelho?
Quem sabe quando o amor vai voltar?
Aliás, alguém o conhece realmente?
Por onde rolam as lágrimas que representavam um sentimento consumado?
Por onde está saindo o meu grito de desespero?
Quem deu de beber a minha sede de vingança?
Em que buraco enterraram o meu coração?
Qual a sepultura que estou agora... a do sofrimento, ou a do esquecimento?
"Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar. "